Boa
tarde, pessoal! Paz e bem! Que guiados pelo Espírito Santo tenhamos uma semana
de paz, sempre atentos a nossa sobriedade diante as diversas situações que
enfrentamos.
Nos
últimos dias estamos falando sobre as virtudes humanas ou morais aqui no blog,
já foram trabalhadas as virtudes da obediência, prudência, justiça e fortaleza,
hoje falaremos sobre a última, mas não menos importante dessas virtudes, a
temperança.
As
virtudes humanas ou morais, também chamadas de virtudes cardeais nos orientam
na nossa fé cristã, elas regram nossos atos para que saibamos viver segundo os
ensinamentos da Sagrada Escritura, ponderando nossas ações e atitudes, para
termos assim atitudes seguras e domínio sobre nossas vontades. Segundo o
catecismo da Igreja católica, essa virtude: “que
modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens
criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos
nos limites da honestidade”, assim sendo podemos logo identificá-la como a
virtude da ponderação/moderação, do domínio sobre si mesmo, e ainda entendê-la
como responsabilidade. Essa por sua vez, se conecta as demais virtudes, pois,
nela está a relação de equilíbrio, por isso todas as outras vem de encontro a
esta ao serem colocadas em prática. O catecismo da Igreja católica ainda
retrata como é alguém temperante: “A
pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição
e não se deixa arrastar pelas paixões do coração.” Assim temos o retrato de
alguém com a mente equilibrada, alguém consciente, bem como é colocado a
palavra temperança no segundo testamento como sobriedade, esta descrição
retrata justamente uma pessoa sóbria em todos os sentidos das tentações da
mente e do corpo, podemos colocar aqui em relação ao alcoolismo, inclusive aos
pecados capitais como a gula e luxúria que se trada dos prazeres sexuais, por
exemplo.
Hoje
vivemos uma fase em que as pessoas são tentadas diariamente por estes prazeres,
onde vemos grande parte da juventude se perdendo principalmente no alcoolismo
das baladas sem limites, da busca por este “prazer” momentâneo que tais
extravagancias proporcionam, ou mesmo, como um meio de justificar atos errados
e palavras que ferem. Infelizmente essa realidade assombra o meio em que
vivemos, as pessoas abusam do álcool e depois utilizam a desculpa de estar
alcoolizado e não se lembrarem de nada para justificarem suas faltas cometidas
e muitas vezes o resultado desse abuso é uma vida que se perde numa rodovia
porque alguém não agiu com responsabilidade e foi egoísta, ou alguém que é
violentado e espancado. Assim também são os prazeres carnais, onde além da
falta de respeito com o próprio corpo e mente, muitas vezes resultam em
crianças que nascem sem uma estrutura familiar, ou ainda onde se revela o
aborto.
Essa
intemperança acarretada acaba sendo feita de forma consciente, da mesma forma
de quando eu sei que não posso comer algo que não fará bem a minha saúde, mas a
gula se diz maior que a razão e num impulso me alimento daquilo, eu sabia que
não deveria, mas ainda assim o fiz. Temos nos permitido ser movidos pelos
impulsos quase sempre de forma consciente e não medimos as proporções negativas
que estes atos levam.
A
temperança é a virtude por meio da qual podemos buscar a santidade, por ela
temos moderação e controle sobre nós mesmos, não fazemos por um simples impulso
ou vontade, temos consciência do certo e do errado e dos nossos limites, ela é
o ponto de equilíbrio da nossa alma e nossa condição para alcançarmos nossos
objetivos.
São
João Paulo II, na audiência geral de 28 de janeiro de 1981 nos leva a reflexão
quanto a santidade e respeito do corpo na doutrina de São Paulo. Logo no início
ele coloca as passagens: "Esta é a
vontade de Deus: A vossa santificação; que eviteis a impureza; que cada um de
vós saiba possuir o seu corpo em santidade e honra, sem se deixar levar pelas
paixões desregradas, como fazem os gentios, que não conhecem a Deus"
(1 Tess 4, 3-5) e "Deus não nos
chamou para a impureza, mas para a santidade. Quem desprezar estes preceitos,
não despreza um homem, mas Deus, que vos dá o Seu Espírito Santo" (1
Tess 4, 7-8) essas passagens tratam diretamente da pureza, pureza do corpo e da
alma, para alcançar essa pureza são necessários justamente o domínio sobre si e
sobre os impulsos, portanto a temperança, assim a pureza é uma consequência de
uma pessoa temperante.
Agora
eu gostaria de lhe fazer um convite, pense sobre como você tem vivido sua vida,
você é uma pessoa temperante? Se sim, que Deus continue lhe abençoando e lhe
concedendo graças para viver sempre na sobriedade. Se não, pare por um instante
e reflita o que você deseja para sua vida, se seu desejo for a busca pela
santidade, uma vida digna e verdadeiramente feliz, busque sempre viver de forma
consciente das suas ações, saiba seus limites e não se permita ser levado pelos
impulsos que promovem apenas falsos prazeres momentâneos.
(Por J.P – Minions Católicos)

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