A Bíblia no meu ministério: o agir de Deus por meio da palavra

“Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3: 30).

Amados e amadas de Deus, a imagem acompanhada da epígrafe deste texto pode tê-los deixados inquietos, no entanto, como na última semana iniciamos o mês de setembro, o qual a Igreja dedica às Sagradas Escritas, irei discorrer sobre o meu serviço enquanto ministra de música e, o quanto a palavra fez-me compreender os desígnios de Deus que estavam por se concretizar na minha vida, mas que, necessitavam da minha sincera resposta ao Pai: “Eis-me aqui, Senhor!”
O meu serviço no Ministério de Música é recente, pois se iniciou em junho de 2015, logo após minha experiência no meu primeiro Seminário de Vida no Espírito, da Renovação Carismática Católica, no qual Deus me revelou de distintas formas que este seria o meu modo de servi-lo na/pela evangelização. Desde então, fui percebendo que “o papel do ministro de música é de levar as pessoas a abrirem o coração ao louvor e a oração” (Redação Shalom). E fui questionando a Deus como seria essa ponte entre a música e o agir de Deus na vida de alguém e como eu poderia contribuir para isto. Foi então, que o Senhor me revelou a passagem de João 3: 30 descrita na epígrafe deste texto.
O Ministério de Música é um dos que mais aparece e, as minhas vaidades humanas por vezes me traíam (e ainda me traem), além da minha timidez, que tornava-se uma grande barreira; mas Deus foi me dizendo: “Não filha! Seu ministério é SERVIÇO e não SER VISTO” e, a epígrafe corrobora perfeitamente com a resposta de Deus. No meu serviço, minha intimidade com Ele precisa transparecer no meu cantar. Cada vez que minha vida de oração está fraquejada, sinto que não cantei bem, porque acredito no trecho da música de Naldo José: “Eu quero viver o que canto, e ser o que eu cantar”. Complemento esta afirmação com o fragmento de um texto retirado do site da Comunidade Católica Shalom: A sua música deve ser ou deseja que seja uma profecia da própria vida, deve haver uma unidade entre aquilo que ele canta e aquilo que ele vive ou deseja viver”. 
Retorno, pois, a epígrafe do texto, a qual pressupõe obediência e, isto é fundamental no serviço do meu ministério. Para que o dom que me foi concedido cresça em mim e, junto com ele, a minha intimidade com Deus, eu preciso me abrir à vontade do Pai, permitindo-me ser moldada a cada dia, pelo Espírito Santo. Obedecer à vontade de Deus, por vezes, é doloroso, é como uma árvore que está sendo podada, mas pressupõe um novo arvorecer, pois sou apenasum pequeno instrumento nas mãos de Deus [...], um servo de Deus, [...] que tem um chamado de Deus, [...] que possui um dom dado por Deus e que este dom não é [...]” meu “e sim Daquele que por misericórdia” (Redação Shalom) me concedeu.
Por apropriar-me desta passagem bíblica, a cada vez que estou diante do Santíssimo Sacramento, faço-a como minha oração e clamo a Deus: “Senhor, que Tu cresças e que eu diminua. Não permita que as vaidades do mundo distanciem-me do propósito de evangelizar”. E, por vezes, repito esta súplica, pedindo ao Amado que me fortaleça na minha trajetória cristã e oriente meu caminhar com sabedoria para que no meu cantar/servir Ele seja revelado como autor maior de todas as coisas.
Manuela Evangelista - Minions Católicos

Comentários